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 enfermaria

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Merlin

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Mensagens : 750

MensagemAssunto: enfermaria   Ter Ago 31, 2010 10:46 pm



"Nem mesmo a enfermaria escapou dos bombardeios. O recanto mais sagrado, onde os feridos se convertem em sãos, tornou-se agora nada além de habitat pros fantasmas mais sofredores, desesperados e perdidos do Educandário."
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Bruno Maia
Professor de Artes das Trevas
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MensagemAssunto: Re: enfermaria   Qui Dez 16, 2010 10:52 pm


"We’ve been living life inside a bubble..."

    Um grito ecoou no fundo de um corredor escuro e silencioso. As paredes pareciam disformes e etéreas, como num sonho. O corredor era estreito e escuro, a única iluminação vinha de uma pequena porta ao fundo, onde uma luz amarela tremeluzia, mostrando vultos que pareciam se interpor à fonte de iluminação, aparentemente uma vela. Mais uma vez, um grito agudo. Parecia um homem, um velho homem sofrendo as piores dores do mundo. AO chegar mais perto da porta, quase adentrando o recinto fracamente iluminado, um par de olhos brilhantes o encarou. Através do brilho aquoso dos olhos de Dominic, Bruno apenas pôde perceber mais uma vez o letal brilho verde, e uma dor angustiante o atingiu o peito.

    Sentou-se rapidamente, arfando o ar fortemente. Mas, de repente, parecia não haver ar para respirar. O sol batia fortemente sobre seu rosto, ofuscando sua visão. Bruno ainda tentou tapar a iluminação com seus olhos, mas tudo que pôde fazer foi receber um choque de realidade: sua matéria incorpórea era incapaz de bloquear qualquer tipo de raio solar. Por alguns instantes, Bruno se esquecera de que era um fantasma.


    - Oh, graças aos céus o senhor acordou, senhor Maia! Nossa, foi realmente um desafio esse mês. O senhor se sente bem? - Perguntou rapidamente a enfermeira do Educandário. Somente então as peças confusas do grande quebra-cabeças da realidade vieram fazer algum sentido para Bruno. SUbitamente, diversas imagens se formaram em sua cabeça: Brittany o atingindo, o livro de palmirinha nas mãos de Victor que desaparatava, os fantasmas. - Oh, nada de exaltações agora, mocinho. Eles já foram embora há muito tempo, Victor está bem, resolvendo algumas questões do baile de natal do ministério, e todos do colégio estão em segurança. Agora, você tem que se preocupar com você mesmo! TOmar conta de um fantasma não é nada fácil, sabia? Ponha logo aquela coisa que o senhor inventou e que o faz ser material de novo, sim? - Dizia a enfermeira, com as mãos por sobre o peito incorpóreo de Bruno, numa tentativa frustrada de apaziguar suas emoções e mantê-lo deitado.

    Bruno levantou-se, e olhou para sua direita. Ali jazia um minúsculo anel de fino ouro, que ele conhecia muito bem como sendo seu portal de Ísis, um objeto criado por ele mesmo, que o fazia ser material novamente. Pegou o anel em suas mãos e, como se o professor tivesse corpo material, o anel deixou-se ser pego. Quando Bruno pôs o artefato em seus dedos, a mágica aconteceu. A partir do anel, parecia que alguém pintava novamente o corpo de Bruno no lugar. Cada centímetro de matéria translúcida era preenchido novamente com pele, e carne e ossos e sangue. Para Bruno, parecia que o estavam emergindo lentamente de águas cálidas e gélidas, para o pôr mais próximo de uma calorosa estufa. Além disso, a reconstituição dos ossos era um processo extremamente doloroso, que fazia com que Bruno se contorcesse de dor. Não, não era uma cena digna. O professor se debatia na cama violentamente, embora sem causar reverberação alguma nos momentos iniciais. COntinha a duras penas um grito de lástima que corroia intensamente sua garganta, e suas veias, enquanto eram insufladas com sangue pareciam ser tomadas por uma espécie de ácido causticante. Uma dor profunda aplacava sua cabeça, bem no alto, além de uma terrível falta de ar, como se tivesse ficado sem respirar por umas duas horas.

    Quando o processo estava completo, Bruno pôde então sentir um cheiro de poeira e entulhos que entupia o local. A enfermaria ainda estava destroçada, à exceção de uma pequena ala, onde se alocava a cama de Bruno. A enfermeira veio com um pote âmbar, cheio de um líquido verde e uma colher. Ao transferir o líquido para a colher, Bruno pôde sentir o cheiro que dali emanava. Como um choque elétrico, um ânimo subitamente percorreu sua espinha. Pulou da cama, caindo ao chão ao lado desta, e com um sorriso de orelha a orelha no rosto, disse para a mulher senil que ali estava
    - Mas a senhora insiste em não me ouvir, não é mesmo? Já não lhe disse para substituir o agrião por arruda? O cheiro é muito mais agradável, e o efeito bem mais rápido! Bom, tenho que ir, aparentemente estou atrasado para os preparativos de um baile, não?! - Disse o professor, entusiasmadamente, e saiu porta afora, deixando uma perplexa enfermeira às suas costas, com uma colher cheia de infusão de agrião. Aquele cheiro de entulho o dera um certo ânimo, um ânimo para recomeçar. Tentaram destruir o educandário, mas não conseguiram. Porque conseguiriam abalar suas emoções e sua confiança? Bruno estava de volta, e mais vivaz que nunca!


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Música: High Speed - Coldplay
Notas: Post de recomeço \O/
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