Educandário de Magia Monte Pascoal

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 cristo

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Victor Wagner
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MensagemAssunto: Re: cristo   Qui Abr 22, 2010 8:33 pm

#Abril de 2025
#Resgate do Broche Espelhado - Continuação IV


Post Anterior: Praça Catarina Cedrela - St. Sossego

#Cristo Redentor - Rio de Janeiro/RJ - 23:37h

Victor tentou aparatar silencionamento mas o barulho do vácuo o cuspindo, por pouco não denunciou sua presença. Tiago Sartoli, auror do Ministério, mantinha com tamanho fanatismo sua atenção no coração da estátua que associou o barulho do vácuo com o de algum passáro noturno residente da mata que rodeava o morro onde a estátua foi construída.

Rapidamente, antes que seus companheiros de aventura chegassem, o professor ergueu uma barreira de silêncio entre ele e o auror, a fim de evitar que o som das outras aparatações levantassem mais suspeitas.

Em instantes, seus amigos chegaram... Com um alívio profundo e agora, sabendo que realmente não estaria sozinho nesta contenda, Victor avisou em um tom baixo de voz:

- Criei uma barreira de silêncio para conversarmos... mas se falarem alto demais o feitiço será quebrado... Olhem ali, na escada... Tiago Sartori...

O auror mantinha seu interesse na estátua... Não olhava para os lados... não olhava para a mata... nem sequer olhava para a bela paisagem noturna da cidade maravilhosa...

- Os outros aurores não estão aqui. É sinal que os Fantasmas não chegaram...

E tudo parecia tranquilo e calmo se um dos professores não divisasse uma movimentação estranha nos pés da estátua... Parecia que sombras se moviam sorrateiramente...

- Os Fantasmas!!!... Ali!!... - o grito ecoou quebrando a barreira de silêncio. Tiago ergueu sua varinha em um Lumus, na direção dos professors, exigindo saber quem estava na escuridão, enquanto dois ou três membros do tenebroso grupo corriam, dando a volta na estátua para alcançarem as escadas internas que levavam ao local secreto da relíquia de Catarina.

Já não havia mais tempo para esconderijos e conversas. Logo Tiago chamaria os outros aurores e aquilo se transformaria em um campo de batalha... Seria assim se, para surpresa de todos, Tiago não tivesse atado Professor Victor com um Incarcerous... Sabendo das danosas consequências que um atraso em deter os Fantasmas causaria, Victor incentivou seus amigos a prosseguirem sem ele:

- Vão... Detenham os Fantasmas... Peguem o Broche!!! - Isadora e Martha seguiram o conselho de Victor, passando por Tiago como foguetes, que lançou um par de azarações para deter as professoras. Porém, Bruno se manteve ao lado do amigo, desfazendo o feitiço que o prendia.

- O que vocês estão fazendo aqui?!?... Vocês vão estragar tudo!!!... - gritava Tiago em um ímpeto de fúria...

- Tiago, os Fantasmas estão atacando!!! Chame os aurores... - Victor insistia... -... Bruno, ajude Isa e Martha... eu vou tentar convecer Tiago...- e Bruno Maia desaparatou de forma tão ágil e rápida que Victor ainda terminava sua frase quando notou que o amigo se fora.

- Tiago!!! Preste atenção... O Broche está sobre ameaça... Os Fantasmas estão na estátua... Você não os viu?!?..

- A única ameaça aqui são vocês... Vocês sabem que estão atrapalhando o Ministério?!?... Todos serão acusados de traição a Segurança Nacional!!!! ... - e lançou outro feitiço em Victor que, desta vez, se protegeu a tempo.

- Tudo bem, Tiago... Se não é por bem, será por mal.. Prepare sua varinha!!!

E Victor entrou em um duelo contra o auror cego, por sinal.

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Victor Wagner
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MensagemAssunto: Re: cristo   Sex Abr 23, 2010 12:16 pm

#Resgate do Broche Espelhado
#Duelo Victor x Tiago Sartori


Suas tentativas de explicar a presença dos professores haviam sido em vão e, ingenuamente, Tiago permitira o acesso dos Fantasmas para a Estátua e bloqueava a passagem dos professores...

Poderia desaparatar como seu amigo Bruno, indo direto para a estátua, mas sabia que Tiago o perseguiria até o fim do mundo se fosse preciso... Tinha que anulá-lo ali mesmo.

- Estupefaça...

Em um movimento rápido, Tiago se protegia do ataque de Victor e revidava com um Bombarda Maxima... Infelizmente Victor tenta desarmar Tiago, não tão ágil como necessitaria... Com a explosão provocada pela Bombarda, no solo abaixo de seus pés, o professor cai e pesadas rochas que se deslocaram com o feitiço e voaram pelos ares, vinham em sua direção em uma esmagadora ameaça... Victor solta um grito de dor e aflição e desmaia... A repetição da cena de Petrópolis parecia se tornar realidade...


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Última edição por Victor Wagner em Sex Abr 23, 2010 9:05 pm, editado 2 vez(es)
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Bruno Maia
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MensagemAssunto: Re: cristo   Sex Abr 23, 2010 12:30 pm

Citação :
@Post Anterior: Praça de Catarina Cedrela
@Abril, 2025
@Estátua do Cristo Redentor
@Segunda-Feira - Noite
@Resgate do Broche Espelhado


No vácuo e na completa confusão entre a praça e a estátua do cristo redentor, os pensamentos de Bruno voavam sem resistência do ar. Disparados. Acelerados. Tiago Sartori seria o auror de vigia. Bruno lembrava-se daquela tarde quando fora visitar seu irmão Paulo no Carandirú, ao retornar, no pátio, quando contara sua história a Victor. Ali, Victor dividira suas preocupações sobre o carater de DOminic. E sua preocupação com Tiago. O menino formara-se com louvor, entrara e passara bem pelo treinamento de Auror. Bruno sabia que as exigências eram rigorosíssimas para ser aceito neste grupo. Mas ainda assim...
Estranhou a falta de barulho ao aparatar no Cristo. Ao que Victor rapidamente explicou que havia lançado um feitiço de silenciamento. O clima era de muita tensão, como se o ar houvesse solidificado-se, tornado-se denso, tenso.
Victor chamou a atenção para Tiago, parado, admirando o Cristo. Bruno viu, depois de muito tmepo, aqueles cabelos espichados, os olhos azuis claríssimos e aquela pele pálida, um tanto doentia, de Tiago Sartori, seu antigo aluno.
Então muita coisa aocnteceu ao mesmo tempo: vultos se mecheram na escuridão, Bruno tentou enchergá-los, Victor gritou, a barreira desfez-se e Tiago os ouviu, um encantamento rápido foi lançado em sua direção, mas era destinado a Victor que caiu. Victor gritou para Martha e Isa irem ao encalço dos fantasmas no Cristo.
Bruno, ainda sem entender muita coisa do que estava acontecendo, pegou sua varinha e, cuidadosamente, cortou as amarras que prendiam seu amigo ali ao chão. Tiago então falou que eles estragariam tudo. Victor tentou argumentar com ele e disse para Bruno ajudar... O professor, ainda de joelhos, aparatou. Sabia o que Victor diria. Ajudar Isa e Martha na escada.
De joelhos, chegou no primeiro degrau das escadarias que levavam ao cristo, a tempo de ver um vulto subindo as escadas, perseguindo Isa e Martha.

"Ei, você, covarde! Venha aqui lutar comigo!"

E então o vulto parou de correr na escada, e voltou-se para Bruno. Isa e Martha também pararam, para olhar a cena.

"O que vocês estão esperando?! Corram!"

E as duas seguirma seu caminho. Neste ínterim, Bruno viu o fantasma fazer um movimento estranho, uma luz formou-se em sua varinha, e Bruno contra-atacou. A força do choque dos feitiços fez com que tanto Bruno quanto o fantasma fossem jogados para os cantos da escadinha circular. Um show de luzes se fez ali, no interno daquelas paredes perfeitamente cilíndricas, o fantasma e Bruno lançando feitiços, que eram habilmente repelidos um contra o outro. O professor não conseguia discernir muito bem o que estava acontecendo, apenas utilizava-se de seu reflexo para desviar os feitiços que eram lançados contra ele. Mal teve tempo de atacar, o fantasma que duelava com ele era muito rápido. Então, Brunp conseguiu prever um movimento do fantasmão. O movimento de mãos que ele fez foi lento o suficiente para permitir ao professor pensar no próximo passo. O fantasma tentou fazer com que Bruno fosse lançado para cima, para chocar-se com o teto da escada, mas Bruno, desviando-se fisicamente do jorro de luz, que passou por baixo de seu braço, falou:

"BOMBARDA!"

E viu, então, a lateral da escada, juntamente com uma das paredes, ser explodida. O fantasma caiu no buraco formado, e pedaços de parede e escada bateram em cima dele.
Foi então que algo o jogou no chão. Uma forte pressão em suas costas o fez cair. Tiago Sartori subia as escadas, o empurrando. para o lado.

"Tiago, o que sign...VICTOR!"

O choque da realidade caiu por cima de Bruno, que virou-se rapidamente para descer as escadas, em busca de seu amigo. Temia o que veria a cada passo que dava. Só esperava que Isadora e Martha conseguissem defender-se do perigo. O destino da bruxidade brasileira estava em suas mãos.
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Isadora Rafaelli
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MensagemAssunto: Re: cristo   Sex Abr 23, 2010 5:44 pm

~Ação sem luzes ou câmeras...

As horas daquele fatídico dia se arrastaram penosamente. As atividades cotidianas tornaram-se impraticáveis e a cada minuto Isadora conferia o tempo que ainda lhes restavam. Quando a noite chegou, uma sensação inquietante tomou conta de si e quando a ansiedade quase a arrebatava à raias da loucura, ela finalmente encontrou-se com os outros professores em Santo Sossego e de lá todos aparataram para o Rio de Janeiro.

Um silêncio mórbido os envolvia, quando Victor explicou a respeito do feitiço que havia conjurado no local para os proteger da percepção do auror vigilante. Mas alguma coisa chamou sua atenção e sem pensar, arriscando toda a secreta operação, ela gritou quase automaticamente:

- Os Fantasmas... Ali...

Vultos sombrios corriam ao redor da estátua buscando uma forma de subirem ao encontro da relíquia ali guardada... Tiago, surpreendido pelo grupo de professores, começou a atacá-los em uma sequência de azarações, mas habilmente, Isadora escapou de seu alcance partindo em busca do broche, como havia sido ordenado pelo professor que ficou para trás... Contudo, quando ela e Martha antigiam as escadas do interior do Cristo, um vulto as seguiam.

- Não pare... Vamos... - disse para sua companheira.

"Ei, você, covarde! Venha aqui lutar comigo!" - a voz familiar e nervosa de Bruno foi ouvida. Foi então que elas pararam para observar o que acontecia. Notaram que o vulto que as perseguiam era um dos Fantasmas e agora Bruno iniciava um duelo com ele.

"O que vocês estão esperando?! Corram!"

Elas se deram conta que estavam perdendo tempo até que um grito de dor e terror as paralisaram mais uma vez.

- O que foi isso? - perguntou Martha assustada...

Isadora sabia o que era, mas teve medo de falar...

- Continue Martha.. Pegue o broche... eu vou dar cobertura aos meninos...

E quando se virou para refazer o trajeto de volta, Tiago Sartori estava em cima dela.

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You know that I´m no good...
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Bruno Maia
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MensagemAssunto: Re: cristo   Sex Abr 23, 2010 5:57 pm

@Abril, 2025
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@Resgate do Broche Espelhado - Duelo


Bruno virara-se para correr em busca de seu amigo que provavelmente havia caído em combate. No entanto, ouviu uma voz ruidosa e um tanto asmática falar dos degraus superiores um feitiço. Era o carpe retractum. Sentiu a energia elástica se aproximando dele, e ainda esboçou um protego maxima, mas sem sucesso. O feitiço o atingiu primeiro, o puxando para trás com uma velocidade surpreendente. Bruno ouviu o barulho do vento ao bater nas suas orelhas e, em seguida, sentiu uma forte pressão nas suas costas. O fantasma o havia puxado contra si e, quando Bruno voara em sua direção, dera-lhe um chute certeiro.
Bruno caiu no chão, tossindo um pouco, a raiva subindo pelas suas veias. Agora Tiago estava com Isadora e Martha, mas confiava nas professoras. Sabia que lidariam bem com ele. Seu problema estava à sua frente.
Num giro rápido de corpo, Bruno livrou-se de uma maldição que estava sendo lançada em sua direção. Ela bateu na parede, arrancando-lhe mais um pedaço. A forte nuvem de poeira que se seguiu deu-lhe a oportunidade de uma aparatação. Girando rápido nos calcanhares, Bruno migrou para próximo de Victor.
Ao chegar aos pés do cristo, Victor estava lá, no chão, desacordado. Sua respiração era fraca e um tanto ruidosa demais. Bruno ia aproximar-se dele, quando viu passar pela sua orelha esquerda um jato de luz violeta ameaçadora.

"Da próxima vez não erro, querido professor!"

"Nem eu..."

"LACARNUM INFLAMMARE!"

E apontou sua varinha na direção do inimigo. Rapidamente, as chamas o cercaram, avançando cada vez mais em sua direção. Enquanto isso, Bruno correu e, segurando Victor pelos pulsos, o puxou alguns centímetros para o lado. Queria levá-lo para um local seguro, mas seus planos foram frustrados quando viu que a luminosidade do local havia diminuído. O fantasma apagara suas chamas.

"Pelo amor de Deus, quando o ministério vai chegar?!"
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Bruno Maia
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MensagemAssunto: Re: cristo   Sex Abr 23, 2010 6:17 pm

@Abril, 2025
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A perspectiva dos fantasmas começava a assustar Bruno. Via seu pior pesadelo - a batalha em Petrópolis - repetir-se sob seus olhos. Um sentimento de imobilidade e pequenez tomou conta de seu espírito. Tamanha foi a desilusão que, ao ser atacado com um Sectumsempra, reagiu mal, tarde demais.
Facas incandescentes penetravam cada centímetro de sua pele. O feitiço não chegou a dar-se totalmente, os cortes forma superficiais, mas suficientes para causar uma imagem da dor que viria, caso ele não ganhasse aquele duelo.
Mais uma investida do fantasma se deu quando, no meio de mais uma batalha cheia de luzes e som, quando Bruno lançou um feitiço de fluidificar sólidos na direção do fantasma e este, escapando brilhantemente, lançou em sua direção um Ascendio muito bem colocado. Sem reação, Bruno sentiu seus pés sairem do chão, e seu corpo subir,. rapidamente, violentamente. Ouviu o estalar de seu pescoço e costas, enquanto subia. Sua queda foi dar-se apenas quando estava lado a lado com o coração do cristo. Ali, a sua frente., o seu eldorado. Chegou a estender as mãos, na tentativa tola de alcançar o broche, mas seu corpo foi impulsionado para baixo. Era o fim. Victor estava desacordado, e Bruno caindo de uma altura fenomenal. Com um último fio de esperança, Bruno lançou um feitiço de amortecer queda, sem sucesso, mas suficiente para causar menos dano.
Bruno estava caído ao chão. Estava tonto. O Cristo girava a seu redor, as imagens passando pela sua cabeça. Tiago, admirando o Cristo, os fantasmas entrando, Martha e Isadora lá dentro, Victor desmaiado. Seu grito na hora do desmaio. Cheio de horror e repleto de dor. O fantasma chegou muito perto. Bruno podia ver detalhes de seu sapato manchado de sangue. Ele ergueu a varinha. Iria matar Bruno uma segunda vez. Bruno ainda estava tonto, era o fim.
Uma voz, parecendo vir de algum ponto inusitado de sua cabeça, o chamou, forte, alto. Não sabia de quem era a voz. Mas ela, de algum modo, o eletrizou, acelerando suas reações.

"Sectum..."

"Everte Statum!"

E o fantasma, pego de surpresa, foi lançado, rodopiando para trás. Sua cabeça ainda girava um pouco, mas nada demais agora. Viu o fantasma utilizar-se do mesmo recurso que ele, o feitiço de amortecer a queda. Bruno aproveitou a distância e, rapidamente, pegou Victor pelo braço e o arrastou mais alguns centímetros.
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Bruno Maia
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MensagemAssunto: Re: cristo   Sex Abr 23, 2010 6:56 pm

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Bruno já não suportava mais aquela situação. Victor, desmaiado, o fantasma, duro na queda, Martha e Isadora face a face com Tiago... Tiago... Bruno não queria alimentar suas suspeitas, afinal ele fora para o esquadrão dos aurores, mas... Bruno sempre tivera suas suspeitas quanto a ele. Agora, o fantasma vinha novamente em sua direção. Mas Bruno não viu. Ainda tentava puxar Victor pelo pulso quando sentiu uma mão forte agarrá-lo pelo pescoço e o erguer. Sentiu sua espinha estalar e sentiu uma enorme pressão em sua cabeça, quando o fantasma disse:

"Você foi bom, mas agora é a hora que você termina..."

"Eu não acho isso..."

E então puxou sua varinha, lançando um Impedimenta bem no peito do fantasma, que caiu para trás. O fantasma, no chão, deu uma banda em Bruno que, caindo, bateu com a cabeça no piso frio de mármore do cristo. O céu começou imediatamente a girar. Bruno sentiu a bota de metal do fantasma fazer pressão sobre seu abdome.

"Bruno, Bruno, Bruno... Você ainda tenta lutar? Sua hora já passou, você já está morto! E eu terei o prazer de fazê-lo uma segunda vez, bem aqui, aos pés do Cristo."

E então aquela voz o soou familiar, de repente. Conhecia aquele fantasma. Fora ele que matara Lucas em Petrópolis. Por isso era tão bom. Um misto de asco e indignação tomou conta do professor. Sentiu o fantasma deliciando-se daquele momento em que Bruno jazia aos seus pés. Sabia que ele estava rindo, mesmo por cima da máscara. Seu ar era todo maníaco, todo feliz de apreciar a morte de outro ser humano. Aquilo deu em Bruno um "não-sei-que" que o fez falar:

"Pois agora Lucas será vingado! E agora você verá do que os professores do Educandário de Magia Monte Pascoal são capazes!"

E lançou um Lacarnum Inflammare em sua direção. As labaredas foram tão intensas que o fantasma girou rapidamente acima de Bruno, tentando desaparatar. Bruno o segurou pelo pé e, girando no sentido contrário, guiou a aparatação para um outro ponto. Os dois forma engolidos pelo vácuo e, ao terminar, Bruno lançou o fantasma para longe. Viu-o deslizar alguns metros pelo chão liso de mármore e então, rapidamente, ele girar sobre seu eixo e aparatar uma vez mais. Reapareceu pelas costas de Bruno, lançando, em cheio, um Sectumsempra. Aquela sensação de facas incandescentes penetrando sua pele atingiu o professor de encantamentos, que sentiu sua blusa colar com o sangue que saía de seus ferimentos. No entanto, com seus conhecimentos de encantamentos, fez com que o fantasma ficasse preso a Bruno pelo encantamento e, rapidamente, misturou o feitiço aguamenti com o da bolha de água, aprisionando todo o fantasma nela.
Via-o debater-se dentro da esfera de água, e sentia sua energia pela tensão sobre sua mão esquerda. Era demais. Mas precisava matá-lo. O fantasma, então, liberou uma quantidade enorme de energia ao lançar um feitiço de explosão de dentro da bolha. Bruno não suportou e o largou, vendo o fantasma cair de pé, de dentro de sua bolha. A imagem fantasmagórica e amedrontadora se aproximou de Bruno.
Um vento frio cortou os dois quando Bruno executou seu plano genial. O concebera alguns instantes atrás e, agora lançava na direção do fantasma um feitiço das pernas bambas. O fantasma caiu. Estava acabado.
Bruno respirou, enfim, depois de muito tempo. Sentiu que ficara sem respirar por horas a fio. Agora, o ar penetrava seus pulmões, renovando suas ideias e esclarecendo seus pensamentos e ações. O Fantasma estava ali. No chão, sem poder levantar-se. Bruno foi caminhando, lentamente, em sua direção e, ao chegar mais perto, pisou em seu braço. Então,o fantasma fez o que era previsível: tentou aparatar.
Mas ficou só na tentativa. Girou ali mesmo, sobre seu próprio eixo, tolamente. Bruno, com um chute, arrancou a máscara de seu rosto. Um misto de cabelos e barbas mal feitas e molhadas jazia ali. Os olhos maliciosos agora estava brilhando de medo. Bruno, então, sorriu, um sorriso amargurado, vingativo.

"Ora, ora, ora... Você que teve a coragem de matar, a sangue frio, um garoto de apenas dezessete anos, agora perde para um mero...fantasma. Desculpe-me a expressão irônica, mas me foi inevitável. Antes que eu o mate lentamente, para que sinta em sua pele todo meu ódio ressentido e a vingança que há tanto tempo eu reclamo, quero lhe explicar o que aconteceu. Enquanto você se debatia dentro da minha esfera de água, eu concebi o plano, que botei em ação no instante que você saiu dela. Enquanto seu corpo fazia o trajeto ao chão, eu lancei o 'Aresto Momentum'. Enquanto você estava parado no espaço-tempo, desenhei bem onde você agora está deitado, um selo anti-aparatação. Então, quando você voltou, foi só eu esperar você pisar nele e te derrubar. Bom, acho que é isso, tenho uns assuntos a resolver. Gostaria que apreciasse os momentos dolorosos que você terá agora pela frente. Saiba que a causa deles é pura e simplesmente vingança pelo que voc^fez a mim e a todos em Petrópolis."

E, então, num gesto de desespero com as palavras de Bruno, ele chorou, pedindo clemência. Sentia sua força para desvencilhar-se do pé de Bruno, que ainda o prendia ao chão. Não conseguia levantar-se, por conta do feitiço. Seu olhar passara de medo para pavor absoluto com o castigo que Bruno aplicaria.

"Adeus... ESTUPEFAÇA!"

E sentiu toda a resistência vir por água abaixo. O fantasma caiu ali, desmaiado. Obviamente Bruno não o mataria, mas nada pagava a vingança. Sentir o homem que causara tanta dor em Petrópolis sofrendo com suas palavras o fazia imensamente vingado. Mas não seria cruel a ponto de efetivamente fazer o que prometia. Embora houvesse uma chance enorme de ele ter infartado ali mesmo.

"Incarcerous!"

E, então, o locomoveu até próximo de onde estava Victor agora. Tentou reanimar seu amigo, mas nada. Não respondia. Estava imóvel, sua respiração ainda lenta. Bruno estava apavorado. Então, dando um tapa na testa, lembrou-se de algo que o pavor o fizera esquecer, um feitiço muito simples, básico:

"ENERVATE!"

E Victor fez um barulho muito estranho com a boca. Algo como alguém se recuperando de um afogamento, ou de um sufocamento extremo. Então, Bruno enfim levantou-se. Respirando fundo, usou um "Levicorpus" no fantasma que aprisionara e agora estava de pé no meio dos tristes destroços, enquanto aguardava Victor se recompor. Olhando para o piso quebrado e os nacos da famosa estátua que agora estavam no chão, percebeu que a imagem, antes tão bela, agora era desalentadora, e o Rio, visto dali de cima, não era bonito. Era o pano de fundo de uma trama horrível, medonha e avassaladora.


Última edição por Bruno Maia em Sex Abr 23, 2010 7:20 pm, editado 1 vez(es)
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Martha Álida
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MensagemAssunto: Re: cristo   Sex Abr 23, 2010 7:14 pm

A vontade de voltar às raízes voltar a ser aquela pequena Martha, destemida me fazia estremecer. A ansiedade por um pouco de aventura tomava conta de cada veia em meu corpo. Passei o dia pensando em que coisas eu iria ter que lutar contra. Eu sabia que não seria fácil.

A noite chegou e eu já não via à hora de ir para o Rio de Janeiro. Então fui para Santo Sossego encontrar os outros professores. De lá aparatamos direto para o Cristo. Lá chegando, o silêncio reinada. E eu sabia que isso era sinal de que algo grande viria, aquele silêncio era como um suspiro antes de um profundo mergulho. Victor disse que aquilo fazia parte do plano, ela um feitiço para que não fossemos notados, mas que um barulho alto poderia quebrar. Foi então que Isadora gritou:

“- Os Fantasmas... Ali...”


Eu senti um calafrio, e empunhei a varinha em posição de ataque. Várias sombras surgiram e corriam por entre as pessoas e a própria estátua. Pensava que com um auror por ali poderíamos ficar um pouco tranqüilos, mas o surpreendente foi que ele, o auror começou a nos atacar, consegui desviar suas azarações e ficar sem nenhum dano. Então olhei para Isadora e nós saímos correndo pra a escadaria que era o caminho que seguiríamos pra resgatar o broche. Mas percebi que um vulto estava nos seguindo, então por impulso ou talvez estupidez me virei para lutar. Foi aí que Isadora disse:

"Não pare... Vamos..."

Palpitante, virei-me para o caminho antigo e continuei a correr. Quando ouvi Bruno gritar, com o vulto dizendo para voltar e lutar com ele. Eu Isadora nos entreolhamos e viramos para ver o que estava acontecendo, então Bruno gritou novamente dizendo para não pararmos. Um momento depois ouvi outro berro, mas dessa vez era um berro sofrido, de dor. Então, assustada perguntei a Isa:

“O que foi isso?”

Ela não respondeu, mas me disse apenas para continuar a subida que ela ajudaria os outros. Nesse momento eu continuei a subir, mas ela gritou e eu voltei num salto. Tiago estava em cima de Isa., eu, euzinha era a única que poderia salva-la. Pode parecer estranho, mas eu lancei um feitiço meio que por impulso, e nem parecia que Tiago se importava com a minha presença.

“Pullus”

Tiago agora era uma galinha cacarejante e inofensiva. Aquilo me fez dar uma gargalhada aguda.

“Agora para finalizar. Bem, sempre gostei de estátuas de animais. Petrificus Totalus!”

Ajudei Isadora a se levantar dizendo:

“Está tudo bem? Espero que sim! Bem, vamos continuar!”

E Então continuamos a subir aquela escadaria interminável, sempre atentas a qualquer movimento estranho.
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Victor Wagner
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MensagemAssunto: Re: cristo   Sex Abr 23, 2010 9:02 pm

#Abril de 2025
#Resgate do Broche Espelhado - Continuação V


Post Anterior: Cristo Redentor - Rio/RJ

Não sabia quanto tempo ficou fora do ar, nem como havia voltado, só sentiu uma dor aguda provocada pelo ar rasgando suas vias aéreas e seu coração quase saltando em uma fortíssima batida em seu peito.

Sentou-se ainda desorientado... Bruno estava a seu lado cuidando do corpo inerte de um... FANTASMA... gritou, lembrando-se de tudo o que aconteceu..

- Cadê Tiago?... E o broche?!?...

Bruno o tranquilizou como pode e ajudou o amigo, ainda recuperando suas forças, a levantar. Quando apenas uma leve tonteira insistiu em permanecer em seus sentidos, Victor correu com Bruno para a estátua. Viu grandes blocos de pedras destruídos e espalhados, a base da estátua quase havia se transformado em um imenso canteiro de obras e pedaços do Cristo jaziam arrebentados por todos os lados.

Correram, da forma que Victor aguentava, para o interior da estátua. E notaram que a imagem dentro do monumento era o reflexo do que havia acontecido do lado de fora. Parte da escada havia sido destruída e blocos de pedras rolaram do alto enchendo tudo de poeira e entulho... Com um pouco de dificuldade, conseguiram subir... Ouviam gritos vindo do alto... Estavam preocupados com o destino de Martha e Isadora que, naquela altura, já deveriam estar no coração do Cristo... Quando Victor passou pela parte destruída da escada, notou uma pequena galinha de pedra jogado no canto... Olhou para Bruno indagativo, que esclareceu sua dúvida dizendo que possivelmente era Tiago...

- O auror-vigia... Um excelente aluno, mas um péssimo guardião... Até agora nada do Ministério e se esperarem por ele, vão ter aguardar uma boa centena de anos... Bruno... Tiago com certeza nos acusará de traição, de ter roubado o broche e destruído o Cristo... Isso se não nos acusar também de sermos Fantasmas... Acho que seria melhor se apagássemos a memória dele desta noite...

Bruno foi mais observador e lembrou que o ministério teria como recuperar a memória apagada... O ideal seria retirá-la por completo da mente de Tiago e mantê-la segura com eles... E consentindo, Victor encostou sua varinha entre os olhos da pobre estátua, puxando dela um fio prateado..

- Onde colocar isto?

Por sorte, Bruno havia substituído a professora de Alquimia naquele dia, e inadvertidamente, deixado um tubinho de ensaio em seu bolso. Segurou o pequeno objeto e victor despejou a memória de Tiago lá dentro...

Novos gritos ecoaram acima deles e mais pedras rolaram da escadaria...

- Vamos... Elas precisam de nós...

#Próximo Post: Cristo Redentor - Rio/RJ

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Última edição por Victor Wagner em Seg Abr 26, 2010 6:40 pm, editado 1 vez(es)
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Isadora Rafaelli
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MensagemAssunto: Re: cristo   Sex Abr 23, 2010 9:46 pm

*~Cócó...?!?

Foi tudo tão rápido e estranho. Em um segundo, Isadora pediu para Martha continuar seguindo para o coração do Cristo. Em outro, Tiago acabava com a escada abaixo de seus pés e quando ela pulou para se salvar, bateu agressivamente no chão... Foi aí que Tiago veio cego e cheio de fúria para pôr fim a sua existência até que... "Cócó..." ... Tiago havia se transformado em uma galinha... Quando viu Martha rindo, Isadora, mesmo machucada, também não se conteve e entendeu que aquilo era obra de sua amiga.

“Está tudo bem? Espero que sim! Bem, vamos continuar!”

- Só alguns arranhões... Vamos... Temos que chegar lá antes deles...

As duas investiram desesperadamente escada acima, após Martha finalizar seu trabalho petrificando o galináceo... Por conta do seu choque, não conseguia muita velocidade e Martha, preocupada com o valioso objeto, disparou sumindo nas curvas da escadas. Isadora ouvia os passos da amiga não muito distante, e quando o som dos passos cessaram ficou preocupada...

- Martha?... Tá tudo bem?!?

A resposta veio com a evocação de uma magia... Martha estava atacando alguma coisa, ou alguém... e Isadora acelorou para retribuir a ajuda da amiga...

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Bruno Maia
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MensagemAssunto: Re: cristo   Dom Abr 25, 2010 11:36 am

@Abril, 2025
@Estátua do Cristo Redentor
@Segunda-Feira - Noite
@Resgate do Broche Espelhado

    Bruno respirava depois de muito tempo. Ali, sentado no chão frio de mármore do Cristo redentor, sentia o vento da noite açoitar seus cabelos, enquanto ele, Victor e o fantasma amarrado jaziam ao seu lado mergulhados na mesma penumbra da noite estrelada, por sinal, a única fonte de iluminação, visto que seus feitiços haviam agredido os refletores.
    Um misto de medo e pânico atacou Bruno, ao ver a paisagem desolada à sua frente. Como consertariam tudo aquilo? O Cristo, à noite, e sem nenhuma iluminação, parecia agora um cenário de um filme de terror.
    Então Bruno ouviu uma voz rouca gritar às suas costas o nome “fantasmas”. Victor, enfim, havia acordado. Victor estava confuso, fazia indagações sobre Tiago, sobre o broche, sobre a situação que perdera ao ficar desacordado. Enquanto o ajudava a levantar, segurando-o por baixo dos ombros para dar-lhe sustentação, Bruno dizia:

    ”Calma, Victor, a situação está razoavelmente controlada. Assim que você desmaiou... Tiago... Ele saiu correndo escada acima, creio que tentando impedir Martha e Isa de chegarem ao broche. O fantasma que estava lutando comigo... Consegui desacordá-lo e prendê-lo, o ministério resolve o que vai fazer com ele depois. Agora... Victor...”

    Bruno hesitou por uns instantes, pensando se deveria compartilhar de suas dúvidas agoa com seu amigo ou não, mas acabou por focar-se na missão. Depois haveria tempo para as dúvidas.

    ”...Precisamos correr. Martha e Isa estão indo resgatar o broche, e sinceramente não acredito que... Não houvesse fantasmas já aqui antes de nós chegarmos... Creio que devem ter alguns lá em cima. Temos que ajudar as meninas...”

    E, rapidamente, os dois correram, o máximo que podiam, entre tropeções e escorregões, para dentro da estátua, uma imagem tão desoladora quanto o exterior. Ao chegarem mais à frente, no entanto, entre os pedregulhos provenientes das várias explosões e deslizamentos, havia uma estátua um tanto viva, apesar de petrificada, que chamou a atenção dos dois: uma galinha. Sim, uma estátua de galinha jazia ali, no meio das escadarias do cristo, o último lugar em que vira...

    ”Tiago! Victor, tenho quase certeza que este é Tiago. Foi aqui que o vi pela última vez, estava duelando com Isadora e Martha...

    Um ânimo encheu os pulmões de Bruno. Se Tiago estava sob esta forma, então Martha e Isadora haviam se saído muito bem com o auror e seu antigo aluno. No entanto... Ainda tinha aquela dúvida pairando sobre sua cabeça, era muito suspeito...
    Victor interrompeu seus pensamentos, informando que deveriam apagar a memória de Tiago. Deve-se dizer que a próxima atitude de Bruno foi um misto de cautela e sua própria curiosidade.

    ”Victor...Acho que o Ministério pode recuperar memórias apagadas. Seria melhor que nós a retirássemos por completo, sem deixar uma cópia na mente de Tiago. Remova tudo referente a...esta noite.”

    Sabia que para sanar sua curiosidade, deveria ter dito algo como “tudo sobre esta missão”, mas seria algo imoral e antiético. Deveria ser apenas aquela noite. E que Bruno se desse por satisfeito com isso. Victor encostou a ponta da varinha entre os olhos da galinha e dali puxou um fio prateado, ao que Bruno sacou um tubinho de ensaio que usara na aula de alquimia e ali guardou as lembranças de seu ex-aluno.

    ”E o que fazemos com esta Gal...”
    Mas seu raciocínio foi interrompido com uma forte expansão de ar, seguida de um barulho altíssimo, que fez tremer toda a estátua e lançar sobre a escadaria um misto de poeira e pedregulhos soltos.

    “Vamos... Elas precisam de nós...”

    E os dois correram escadaria acima para verificar o que havia ocorrido, e tentar ajudar Martha e Isadora. Pelas escadas, Bruno sentia já certa pontada na cabeça. Sentia-se um pouco zonzo, mas não poderia cair ali, agora. Tinha que persistir. Pelo visto, a energia mágica de seu portal de Ísis já estava estafada. Por uma ou duas vezes, jurou sentir como que estivesse saindo de seu próprio corpo. Também, seus ferimentos pelo Sectumsempra do fantasma ainda ardiam e jogavam para fora seu sangue, sua energia. Sentia sua blusa empapada naqueles pontos. Mas a imagem que veio a seguir parece que o fez congelar em seu receptáculo humano: um fantasma voava, com sua capa preta esvoaçando contra o vento, chocando-se com a parede oposta, e Martha, com um olhar de fúria e contentamento, sua varinha erguida na altura do ombro.
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Martha Álida
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MensagemAssunto: Re: cristo   Dom Abr 25, 2010 6:50 pm

Após verificar se Isa estava bem, eu continuei subindo as escadas. Eu fui mais rápida por estar com tanta adrenalina nas veias e por não ter sido atacado por aquele que hoje era uma galinha petrificada. Aquela imagem ainda me fazia ficar bem humorada. Mas como eu sou uma pessoa digamos que “de lua” eu poderia perder o controle e ficar raivosa á mínima provocação.

Meus pulmões já estavam quase saltando para fora quando eu cheguei ao topo da última escada. E foi lá que eu encontrei uma companhia esperada, mas um tanto quanto ruim. O ser naquelas malditas vestes prestas me encarava com um ar de surpresa e de humor, como quem diz, _será que nunca disseram a ele que não se manda um cordeiro fazer o trabalho de um lobo?_ Odiava quando as pessoas me olhavam dessa forma! E ódio por ele ter chegado antes de mim juntou-se com raiva pelo olhar dele e isso tudo explodiu em um:

“Seu idiota, você não faz idéia de com quem está se metendo! ESTUPEFAÇA!”


Aquele detestável voou e bateu na parede do outro lado com uma força maior do a que eu previa. Um sorriso de triunfo começava a aparecer nos meus lábios. Mas tive medo de estar cantando vitória entes da hora, então não baixei a guarda. Ainda estava em posição de ataque quando Bruno e os outros chegaram.

Na hora que me virei para os meus amigos o fantasma lançou um feitiço em minha direção. Sectusempra. Consegui me desviar, mas o feitiço pegou de raspão do meu ombro esquerdo. A raiva tomou conta de mim e eu gritei com aquela “coisa” que ainda estava muito atordoada para pensar em atacar.

“É só isso que você sabe fazer? Quem é cordeirinho agora hã?”

Depois daquela explosão de raiva, eu respirei fundo e me acalmei. Ao ser lançado pra trás o fantasma deixara o broche cair, praticamente ao meu lado. Então me abaixei, peguei o objeto e o entreguei a Isadora.

“Toma, eu acho melhor ele ficar com um de vocês três. Eu sou tão atrapalhada que tenho medo de que algo aconteça.”
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Isadora Rafaelli
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MensagemAssunto: Re: cristo   Dom Abr 25, 2010 11:11 pm

*~Um Broche e vários destinos...

Quando Isa alcançou Martha, uma figura vestida com uma longa túnica preta e usando a máscara de uma caveira atacava em vão a professora. Parecia que o "fantasma" havia se enganado com a capacidade defensiva que a figura frágil de Martha transmitia...

O Fantasma se chocou contra a parede, próximo onde estava Isadora, mas atordoado e surpreso com a voracidade de Martha, retribuiu o ataque com um Sectusempra...
Notando o perigo que sua amiga corria, Isa agiu rapidamente derrubando o inimigo e evitando que Martha tivesse sido atingida de forma violenta. Porém, com um arranhão no ombro, a professora de alquimia amplificou sua raiva, explodindo em palavras contra o algoz... Notando algo rolar do bolso do Fantasma, Martha finalmente pegou o broche e repassou para Isa guardá-lo, que o colocou em um bolso interno do casaco de algodão que estava usando.

Neste momento, Bruno e Victor as alcançaram em um resgate tardio, mas de qualquer forma Isa agradeceu a presença deles ali...

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Victor Wagner
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MensagemAssunto: cristo   Seg Abr 26, 2010 6:38 pm

#Abril de 2025
#Resgate do Broche Espelhado - Final


#Post Anterior: Cristo Redentor - Rio/RJ

Foi com o corpo ainda dolorido que Victor alcançou Isadora e Martha. Bruno o acompanhava. Um membro do temível grupo dos Fantasmas estava pronto para atacar Martha... Felizmente, Isadora foi mais rápida e acabou anulando a ofensiva... Bruno, mais uma vez, prendia o agressor sem consciência enquanto Isadora guardava o Broche Espelhado...

- Finalmente são e salvo...

Um ar agradável encheu o local e Victor, pela primeira vez por muitas semanas, sentia alívio e satisfação, mesmo cansado e com leves hematomas pelo corpo. Porém, não pode desfrutar muito tempo daquele sentimento. Sons de chicotada no ar se repetiam e multiplicavam, eram os aurores aparatando... A frota do ministério havia chegado... Sem notícias do Tiago, resolveram finalmente aparecer...

- Os aurores chegaram... Vamos antes que sobre para nós... E eles não precisam saber do destino do broche, muito menos que nós estivemos aqui... O importante agora é que ele está seguro e em boas mãos...

Victor, acompanhado dos outros professores, desceu até a altura dos braços da estátua. Por uma pequena passagem, atingiu o exterior. O vento aumentou sua velocidade e fazia um estrondo em seus ouvidos... Correram toda a distância do braço esquerdo da estátua, sem pensar muito sobre o que estavam fazendo...

- Ali em cima!!! - alguém nos pés da estátua gritou chamando atenção para eles. Mas era tarde demais para o ministério... Os professores se lançaram no ar e desaparataram deixando para trás a noite de aventura do Rio de Janeiro.

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