Educandário de Magia Monte Pascoal

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 pátio

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Sophie-Arnaud Laurent
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MensagemAssunto: pátio   Qua Jun 02, 2010 11:38 pm

Era hora de relaxar, dia de descanso. Uma adorável menininha passava pelo pátio da escola, usando um belo vestido vermelho escuro, sapatos baixos vermelhos, um casaquinho bege e um laço no cabelo loiro. Carregava consigo um violino de madeira escura, com o intuito de tocá-lo ali, ao ar livre, sozinha. Sentou-se a um lado, posicionou o instrumento e pôs a tocar para si mesma uma bela obra trouxa, A Primavera, de Vivaldi.

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Bruno Maia
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MensagemAssunto: Re: pátio   Qui Jun 03, 2010 1:32 pm


Music time
Ouvir "As primaveras de Vivaldi
    Bruno estava sentado em seu escritório, era manhã de domingo, os pássaros cantavam sua linda melodia da natureza. Bruno, depois de jogar várias vezes para o armilhares de papéis, alguns provas, outros obrigações burocráticas, resolveu que essas infrutíferas horas de esforço poderiam ser direcionadas para uma serena e relaxante admiração da natureza.
    Desceu então as escadas e recebeu o afago doce do calor matinal, fornecido pelo sol nascente que banhava toda a região numa atmosfera de mundo novo, de renascimento. FOi então que, em meio ao canto dos pássaros, ouviu uma nota extremamente conhecida. Súbito, segiu para a esquerda, nas proximidades do lago, e, por trás do muro, escondido pelo castelo do educandário, viu SOphie, seus cachos misturando-se ao sol suave, tocando a intensa "Primavera", de Vivaldi. Bruno foi então, através da snotas de SOphie, jogado em meio ao mundo turbulento de seu passado, e reviveu os momentos serenos que passou nas masmorras desse mesmo Eucandário, aos treze anos, enquanto praticava seu piano, do tipo "Cabaret". Quase podia sentir o lustro da mobília, e a sensação das teclas de marfim sob seus dedso de novo.
    A última nota foi entoada então por SOphie, e Bruno levou ainda um tempo para cair na realidade. FOi então até SOphie, batendo palmas.

    "Isso foi lindo, Sophie! Não sabia que você tocava tão bem o violino.!"

    Bruno observou bem Sophie, ali, parada e, quando seus cachos loiros se constrastaram com a serenidade do lago, Bruno experimentou uma sensação gostosa, quase como se pudesse ver naquela menina um seu "Eu" mais jovem, sem responsabilidades e sem as preocupações sobre a cabeça. O Alívio que tomou conta de si o fez lembrar de uma música. Girando a varinha, fez seu piano de cabaret descer de seu escritório e aparecer bem atrás de si.

    "Sabe, Sophie, faz muitotempo que não toco piano. Mais tempo ainda que não toco violino, embora adore também. Poderia me acompanhar? Noturno op.9, o número 2, de Chopin. TUdo bem?"

    E Sentou-se em seu piano, abriu a portinha que guardava as teclas. COm um sopro, tirou a poeira de cima de seu instrumento, e por um tempo ficou sentindo novamente o marfim sob seus dedos. Fechou os olhos. Experimentava um misto de lembranças e sensações que há muito não sentia. Era algo bom, algo relaxante, uma portinhola que aliviava a intensa pessão em sua cabeça.
    Sophie o hcamou de volta à realidade e, ainda de olhos fechados, Bruno tocou a primeira nota, eseguiu com toda a obra.


Ouvir Nocturne op.9, nº2, de Chopin
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Sophie-Arnaud Laurent
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MensagemAssunto: Re: pátio   Qui Jun 03, 2010 2:59 pm

Desligou-se do mundo enquanto tocava, a pequena Sophie. Não via nada além da madeira lustrosa de seu violino, não sentia nada além do arco e das cordas, o cheiro da resina a entorpecia. O susto que levou quando alguém falou com ela não poderia ser maior. Era o professor Maia, e suas palavras soaram amigáveis, algo raro na vida da garota.

- Ah, obrigada! Não consigo ser modesta quanto as minhas habilidades com o violino, toco desde muito pequena... - Disse sorrindo, tirando o rosto da queixeira e o arco da corda.

Fora então convidada a tocar Chopin, um dueto de violino e piano, algo que nunca havia tentado. Sabia a música que o professor pedia, claro, mas sentiu-se um tanto quanto insegura mesmo assim. Aceitou o convite com um sorriso tímido e um inclinar de seu rosto, pondo-se em posição e iniciando a canção, esperando que o professor a acompanhasse.

Era uma bela peça, com certeza, e os dois eram habilidosos músicos. Sophie sentia algo agradável fluir entre os dois instrumentos, como uma espécie de magia diferente da que usavam nas aulas. As notas mais agudas a faziam sorrir, as mais baixas a faziam franzir o rosto, como se estivesse atuando, não tocando.

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MensagemAssunto: Re: pátio   Qui Jun 03, 2010 3:32 pm


Music time

    Seus dedos fluiam por cima das teclas, enquanto sentia a música. Enquanto estava sentado naquele piano de cabaret, dedilhando suas notas suavamente por ele, enquanto ouvia o martelinho bater pelas várias cordas, produzindo vários tons, Bruno entrava em um estado um tanto sinestésico. Podia sentir visualmente a música que tocava, não com cores, mas quando olhava para a natureza ao seu redor, podia percebê-la diferente. Quando finalmente abriu os olhos, já no meio da música, percebeu que as árvores estavam brilhando de uma maneira muito bonita, como se o sol que ali batesse provocasse um brilho, de tal forma que sua nitidez era reduzida, suas bordas perdiam o foco para dar lugar à beleza de sua ideia. Era quase uma pintura modernista que se formava nos olhos de Bruno.
    Quando em sua parte favorita, Bruno sentiu um calor vindo em seus olhos. A nota que tocou fez refletir no fundo de sua alma as velhas lembranças, sua mãe, que lhe ensinara a tocar piano, veio em sua mente, como um anjo, envolto por uma luz vinda de trás de si. Ela sorria, enquanto Bruno percorria habilmente seus dedos pelas teclas, e enquanto Sophie brilhantemente tocava ao fundo, suas notas longas, suaves, lindas, se misturavam às notas que saíam de seu piano, e então, ao fim da música, uma lágrima desceu dos olhos de Bruno, e caiu por cima de seu dó central. Segurou a nota até que o som de SOphie sumisse, perdido no ar, e ele parou também, junto.

    "Foi lindo, Sophie, muito obrigado. Essa é minha obra favortia entre todas... Perdoe-me a emoção, mas é que lembro-me de minha mãe quando a toco."

    E ficou um tmepo admirando a grama sob seu pé. Era verde e tão brilhante. EM sua cabeça, um mar de informações e pensamentos, todos girando em torno de uma coisa: os fantasmas, e como sua vida parecia estar infernalmente conectada à eles. Agora, ele pensava, o mundo inteiro entenderia sua angústia. Não havia vida sobre solo brasileiro que não estivesse, hoje, conectada aos fantasmas.
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MensagemAssunto: Re: pátio   Qui Jun 03, 2010 3:48 pm

A música terminou, e ao fim da última nota de seu instrumento Sophie sentiu-se tristemente religada a sua vida. Olhou para o outro músico e viu que ele chorava um pouco, o que a deixou um pouco insegura. Não sabia lidar com suas emoções, muito menos com as dos outros.

- Foi lindo, Sophie, muito obrigado. Essa é minha obra favortia entre todas... Perdoe-me a emoção, mas é que lembro-me de minha mãe quando a toco. - Confessou o professor, ao que ela simplesmente fez que sim com a cabeça, sem saber o que dizer.

- Amm... tudo bem. Podemos tocar juntos sempre que quiser, professor Maia, é só me chamar e trazer as partituras, se necessário. Foi legal tocar com o senhor. - Falou a menina após um tempo, olhando para o céu com um sorriso simpático nos lábios. O professor parecia preocupado, mas ela estava em paz. Pegou novamente o violino, colocou-o em posição e começou a tocar uma melodia qualquer, improvisada. Sentia-se confortável na presença do outro, apesar de ele ser, tecnicamente, seu superior, além de ser outra pessoa.

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MensagemAssunto: Re: pátio   Qui Jun 03, 2010 4:20 pm


Music time

"Light up your face with gladness,
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near."

Smile - Charles Chaplin

    Bruno sentia a brisa da manhã bater-lhe a face, e sentia-se, depois de muito tempo, feliz. Por exatamente quatro minutos, esquecera-se dos fantasmas, de seu irmão, ex-líder, morto, esquecera-se do risco de ataque iminente do Educandário, esquecera-se de Iramohn sequestrado, esquecera-se disso tudo. Por alguns instantes, a única coisa que importava eram asotas saírem afinadas, e não perder o tempo.
    Sophie disse-lhe que não tinha problema em se emocionar com a música, e o convidou a ficar tranquilo quanto à futuras parcerias musicais. Então, empunhou seu violino e começou a improvisar uma linda música, ao que Bruno, sentindo novamente aquele espírito aventureiro musical, relembrou sua intensa experiência no concenrto bruxo, quando tinha quatorze anos. Iramohn o chamara à frente de toda a escola, iria tocar "Sobre as ondas". Na hora do show, esquecera-se totalmente da partitura, e improvisara uma bossa nova, ao que todos, inclusive Iramohn e Caiari, dançaram toda a noite embalados pelo som do piano do jovem Bruno, no quarto ano de Educandário.
    Acompanhava as notas de Sophie, às vezes tomava a frente da improvisação, às vezes deixava que ela a levasse. Era muito gostoso tcar novamente seu piano, esquecer dos momentos tensos de professor, e igualar-se a uma aluna sua. Sentia todo o peso sair de seus ombros.
    Mais ou menos quando Bruno terminava de usar um ritmo de Allegretto, percebeu que havia mais ou menos umas vinte pessoas ao redor dos dois, e o número crescia a cada instante. SOphie, aparentemente sem perceber nada, continuava de olhos fechados, e feliz, via o sorriso impregnar sua face alva, emoldurada pelos cabelos loiros, que agora balançavam ao ritmo da música que ela improvisava.
    Quando terminaram, Bruno ouviu vários aplausos, ao que agradeceu cordialmente e, lembrando-se da história de Sophie, contada por Caiári, disse, no ouvido de uma assustada SOphie:

    "Viu, Sophie? Eles estão te aplaudindo! Eles gostam de ouvir sua música! Eles te amiram como música!"

    E não via modo de ser mais direto do que isso.
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MensagemAssunto: Re: pátio   Qui Jun 03, 2010 11:39 pm

Quando o professor começou a acompanhar sua melodia, Sophie sentiu como se visse o que ele via, musicalmente falando. Acompanhava e liderava a canção com naturalidade e fluidez, nenhuma nota fora de lugar. O som a acalmava e acalentava, hipnotizava. Mantinha-a alheia ao que acontecia ao seu redor. Tal propriedade do instrumento serviu bem a garota no momento em que uma pequena quantidade de pessoas reunia-se a volta dos dois músicos. Se ela percebesse, arruinaria tudo com seu nervosismo e timidez.

Ao terminar de tocar e abrir os olhos para o mundo ficou assustada com o número de pessoas que lá estavam, observando e aplaudindo-a. O pianista disse em seu ouvido algo que ela ao mesmo tempo sabia ser verdade e pensava ser mentira. Gostavam de uma parte dela, pelo menos, gostavam de sua música. Reconhecia alguns rostos ali, pessoas que antes a xingavam, maltratavam, agora pareciam não reconhecer seu lado feio. A confusão instalou-se na cabeça dela como uma erva daninha. Não era ela, afinal, a garota feia e mirrada de quem todos adoravam caçoar? Por que mudam de atitude agora?

- Ah... não, professor, eles estão aplaudindo o senhor, aposto que nem me notaram aqui antes de chegar bem perto... sou quase microscópica mesmo, haha. Mas foi uma ótima sessão de improvisação, deveríamos tentar isso mais vezes! - Falou a pequena Sophie, arrumando seu violino no estojo e tentando esconder o rosto com o cabelo. Não estava acostumada aquele tipo de atenção. Não estava acostumada a nenhum tipo de atenção.

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MensagemAssunto: Re: pátio   Sex Jun 04, 2010 6:29 pm

Estava saindo do prédio principal e me dirigindo ao pátio, quando um aluno me parou e pediu informações sobre como fabricar um certo tipo de poção. Demorei um tempinho para poder explicar a ele que aquilo demoraria pelo menos seis meses para ficar pronto e que se ele errasse de alguma forma os resultados seriam desastrosos. Mas para meu azar o garoto era insistente e não mudava de idéia de jeito nenhum. Então eu tive que dizer a ele que se ele quisesse era só me procurar no dia seguinte, na sala de alquimia para fazermos juntos.

Como já estava atrasada demais para ver o último ovo do canarinho que tinha um ninho no carvalho eclodir, que de acordo com meus cálculos seria à uma hora atrás, eu comecei a andar mais devagar e apreciar a natureza ao redor. Foi então que eu ouvi música. Fazia tempo que não escutava pessoas tocando tão bem. De longe era meio difícil distinguir, mas se não me engano eram um violino e um piano. Fui seguindo o som lentamente e então cheguei à sua fonte.

Eram Sophie e Bruno tocando uma bela melodia, que sinceramente não sabia de quem era. Nunca fui muito de guardar nome de compositores. Continuei os observando, meio de longe, para que eles não parassem ao me verem. Com o tempo foram chegando mais e mais pessoas, que não foram tão cuidadosas e apareceram de supetão. Mas isso não impediu que os dois continuassem. Decidi então aparecer. Assim que a música acabou todos aplaudiram, e eu como não sou nada elegante, dei alguns assobios e cheguei perto para cumprimentá-los, ainda aplaudindo:

_Nossa! Meus parabéns aos dois, vocês tocam muito bem. Sophie você...nossa! Não tenho palavras, parabéns mesmo. Sabem, eu nunca consegui tocar nenhum instrumento, mas até que eu sei cantar um pouco. Ah, mas, por favor, não parem, não queria interromper, mas se não se importam eu gostaria de ficar e ouvir um pouco mais.

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MensagemAssunto: Re: pátio   Sab Jun 05, 2010 7:48 pm


Music Time!

    Sophie parecia não compreender a dimensão de seu talento, parecia que sua humildade ou sua falta de auto-confiança a faziam pensar-se tão inferior que mesmo a realidade mostrando-a o contrário, mostrando-a que todos adoravam-na pela sua afinação musical, seu cérebro forçava uma enxurrada de pensamentos e deduções depressivas tão grande que a faziam julgar-se, ainda assim, inferior. No caso, sua mente escolhera a presença musical de Bruno, no piano, como alternativa para o brilho real de Sophie.
    A menina já estava arumando suas coisas quando Martha se aproximou e os cumprimentou pela linda música. Ainda assim, Sophie parecia não entender que a professora estava parabenizando-OS, não parabenizando apenas Bruno. O professor cordialmente agradecera as felicitações e, quando Martha disse-lhes que sabia cantar razoavelmente bem, ele imediatamente formulou seu plano.
    Não sabia se forçar Sophie a tocar seria bom, afinal ela poderia, na hora da pressão, desafinar, e aí seu ego ir cada vez mais fundo no poço, mas, se conseguisse fazê-la, inconscientemente, forçar-se a tocar, talvez então, no mieo da apresentação, ele desse mais espaço para o violino e, quem sabe, SOphie percebesse que era boa no que fazia, e mais, que as pessoas poderiam admirá-la pela música. Não resolveria de todo seu problema, mas de certo ajudaria num ponto.

    "Martha, você sabe cantar aquela música 'I dreamed a dream', de 'Os Miseráveis'? Poderia me acompanhar no vocal? Sophie, se desejar acompanhar-nos... Seria um prazer imenso..."

    Esperava que a professora cantasse, desejava muito que ela o fizesse, afinal, a música não fora escolhda pelo acaso. Sua letra, sua história, tinham toda uma significação. Esperava que SOphie entendesse. Se não, teria de explicar.
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MensagemAssunto: Re: pátio   Dom Jun 06, 2010 1:26 pm

Sophie já se preparava para voltar a seu casulo antissocial quando uma outra pessoa aproximou-se para falar com ela e o professor. Era a professora Álida e parecia bastante impressionada com as habilidades dela com o violino. Sentiu-se muito lisonjeada com os elogios que recebeu, música era tudo para ela. Agradeceu os elogios com um antiquado gesto, levantando ligeiramente a saia do vestido e inclinando-se para frente sorrindo.

- Obrigada, professora! Acho que o professor Maia conseguiria tocar melhor se eu não me atrapalhasse tanto as vezes... pelo menos não desafinei nenhuma nota! - Disse a garota, ainda sorrindo, retirando novamente seu violino do estojo - Será um prazer continuar tocando, se te agrada.

O professor Maia sugeriu, então, que tocassem uma música do musical francês Os Miseráveis, um dos livros favoritos de Sophie. Ela fez que sim com a cabeça, envergonhada. Havia estudado aquela música há algum tempo, era uma bela canção. Falava de sonhos e inocência perdidos, a menina se identificava com a letra, até certo ponto. A personagem que a cantava era a favorita dela, também, por sua história triste, romântica e sofrida.

- Por mim tudo bem, não tenho mais o que fazer mesmo... mas tenham paciência comigo, não sou nenhuma expert! Prometam que não ficarão bravos se eu errar algo. - Respondeu Sophie, por fim, olhando para a professora e esperando sua aprovação.

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MensagemAssunto: Re: pátio   Seg Jun 07, 2010 6:55 pm

Os dois me agradeceram de forma calorosa. Apesar de que Sophie parecia não sentir-se muito a vontade com os elogios, parecia não perceber que eram direcionados a ela principalmente. Eles haviam me pedido para cantar uma música de um grande musical. Que na verdade era um dos meus favoritos depois de Moulin Rouge, e logo entendi o propósito de Bruno ter escolhido aquela música em especial.

_Claro que conheço. Já cantei algumas vezes. No teatro apenas uma, mas sempre canto na hora do banho.

Dei uma risada depois daquele comentário um tanto quanto esdrúxulo.

_Podem dar o tom que eu vou cantar sim!

Então os dois começaram a tocar e eu acompanhei com a minha voz. Tentei não desafinar, e até acho que me saí bem. Mas o único problema, é que apesar de quase ninguém perceber, eu sou realmente muito tímida, mas me escondo atrás da máscara da professora extrovertida.

“There was a time when men were kind
When their voices were soft
And their words inviting.
There was a time when love was blind
And the world was a song
And the song was exciting.
There was a time ... then it all went wrong...”


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